Criador

Postado por Vitor Sousa , sábado, 29 de maio de 2010 11:43

Pensava se deveria aventurar-se naquele novo mundo... desistiu de criá-lo.

Sacanear o Presidente, vale?

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 28 de maio de 2010 08:00


A primeira vez que vi o outdoor da foto acima, fiquei a pensar: "Que tipo de mensagem uma faculdade deseja transmitir quando usa a foto de um presidente que nunca fez faculdade?"

Não me entenda mal. Sempre fui petista, e nunca me incomodou o fato de Lula não ter diploma. Acredito mesmo que, em alguns casos, o diploma diz pouca coisa. Mas não quero entrar no mérito dessa questão no momento.

Não sei se estou certo na minha leitura, mas o que fica nas entrelinhas da frase "VOCÊ TAMBÉM PODE", destacada na propaganda, é algo do tipo: "Se o Lula, que nem estudou, virou Presidente, imagine se você fizer uma faculdade!"

Diz aí... é impressão minha, ou sacanearam mesmo o Presidente?

OLIVER TWIST - O poder de se tornar filho

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 26 de maio de 2010 23:00

“Mas, a todos que o receberam, deu-lhes o poder serem feitos filhos de Deus...” (João 1.12)


No meio cinematográfico, uma prática que já se tornou corriqueira é a adaptação. Não raro, uma obra literária, ou um espetáculo de teatro, desperta a criatividade de um cineasta, que se sente compelido a “trazer à vida” personagens que povoam o imaginário de centenas de leitores. É o caso desse nosso Oliver Twist, clássico do escritor britânico Charles Dickens.

No interior da Inglaterra do século XIX, sob os maus tratos de uma duvidosa instituição de “apoio” a menores abandonados, vive o pequeno Oliver. Como todo órfão, o garoto nutre a esperança de encontrar uma família que o receba e acolha. Sem sucesso, ele decide aventurar-se numa fuga, que quase lhe custa a vida, para tentar a sorte na cidade grande – Londres. Frente à dura realidade de uma metrópole, Oliver revela-se um completo inocente que, diante da calorosa promessa de lar e comida, não percebe que está se envolvendo com o bando de vagabundos mirins liderado pelo ambicioso Sr. Fagin e seu comparsa Bill.

De fato, o bando cumpre sua promessa, mas cobra do protagonista um certo preço. Oliver é, então, instruído na “arte” – segundo o velho Fagin – de bater carteiras. Devidamente treinado, o garoto é lançado em sua primeira missão. Sem a experiência dos mais velhos, Oliver é surpreendido no ato do roubo, apanhado e levado ao tribunal (isso mesmo, as crianças recebiam o mesmo tratamento que um adulto!). No momento do julgamento, o bondoso Sr. Brownlow – de quem Oliver tentara roubar a carteira –, tomado de compaixão, decide retirar a queixa contra o garoto e levá-lo para sua casa. Ali, pela primeira vez na vida, o pequeno órfão tem contato com o conforto de um lar, recebendo do Sr. Brownlow carinho, cuidado e confiança.

Quando olhamos para essa história, inevitavelmente trazemos à memória a condição espiritual da humanidade. Poderíamos dizer que o pequeno Oliver é uma representação do homem no seu estado mais puro. Assim como ele ansiava por uma família, o ser humano tem “sede de Deus”. É fato: nunca se registrou, na história da humanidade, civilização alguma que fosse desprovida de crenças religiosas. Como explicar essa necessidade de estar apegado a um ser superior? O salmista, compreendendo esta realidade, afirma: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl. 42.2a).

Sim... todos nós, como o pequeno Oliver, estamos à procura de um “Pai”. E, nessa busca, temos atravessado a existência criando deuses, que muito nos exigem e pouco nos oferecem, e religiões, que até nos confortam, mas que nos aprisionam em seus dogmas e legalismos. Assim, cada um segue pelo seu próprio caminho, agindo como acredita ser correto, sem perceber que tem andado tão perdido quanto uma ovelha desgarrada (Is. 53.6). Em todo esse tempo roubamos do único Deus Vivo a glória devida ao Seu nome, e, por direito, merecíamos o castigo nos era imposto pela Lei Divina.

Entretanto, o Deus Vivo age em nosso favor para modificar essa história. “Habitarei no meio deles e viverei com eles: serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2Co 6.16c). Sem se importar com nossos descaminhos, Ele derrama em nossas vidas sua compaixão sem fim, anulando toda dívida que sobre nós recaía, como fez o Sr. Brownlow. Pelo Seu amor, manifesto na pessoa de Jesus Cristo, Ele nos concede muito mais do que merecemos, exigindo em troca apenas um coração sincero que lhe retribua amor e honra. Findou-se a nossa busca. É Ele o “Pai” que tanto procurávamos, e de Suas mãos recebemos o poder de nos tornarmos filhos Seus.

Ao contemplarmos essa realidade, cientes de todas as falhas que cobrem o nosso passado e da imensidão do perdão que agora superabunda nossas vidas, outra vontade não temos senão exclamarmos como o Apóstolo Paulo: “O amor de Cristo nos constrange” (2Co 5.20).

O Fim Está Próximo

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 21 de maio de 2010 18:43

O mundo aguarda, ancioso, o último episódio do seriado que revolucionou a história da TV mundial: LOST.

Como se não bastasse a grande história que esses caras têm nos contado desde 2004, a série revelou talentos em todas as áreas da produção televisiva/cinematográfica. Prova disso é o trabalho espetacular do compositor Michael Giacchino, que foi contemplado esse ano pela belíssima trilha de UP.

Pra começar bem o fim de semana, e pra começar a se despedir de LOST, a música Distraught Desmond.


Nas Tuas mãos, minhas vontades

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 20 de maio de 2010 23:23

(Texto inspirado em Mateus 6.10)

Quando prosseguimos na aventura de colocar nosso futuro nas mãos de Deus, passada a fase da ansiedade, surgem os questionamentos acerca da vontade de Deus.

Um dos maiores dilemas da vida cristã é aquele que diz respeito à vontade pessoal versus vontade de Deus. Todo cristão já se deparou com alguma situação onde precisou se perguntar: “será esta a vontade de Deus pra minha vida?”

O pastor Ed René Kivitz (fonte sobre a qual me debrucei para compor esse texto), fazendo uma análise dos aconselhamentos que fez em seus mais de 20 anos de ministério à frente da Igreja Batista de Água Branca, diz que 90% das pessoas que ali chegam querem na verdade de Deus pras suas vidas. “Todos gostaríamos que alguém decidisse por nós o que é a vontade de Deus para nós”, diz ele.

O texto de Mateus 6.10 faz parte da oração sacerdotal de Jesus, onde ele não apenas nos ensinou a orar, mas transmitiu aos seus discípulos toda a sua visão de mundo, toda a sua Teologia.

O que devemos, então, nos questionar é: o que Jesus pretende nos ensinar acerca da vontade de Deus quando a menciona em sua oração?

Primeiro, precisamos entender de que vontade Jesus está falando. Para os teólogos existem três vontades que podemos definir como vontades de Deus.

Vontade Soberana: Aquela que se realiza independente da minha ou da sua vontade. São situações que não deixam margem para escolhas humanas. A título de exemplo, poderia citar situações da vida dos profetas Jonas e Jeremias, ou mesmo do próprio Jesus.

Vontade Moral: Essa diz respeito às orientações morais de Deus. É a forma como Deus gostaria que agíssemos: não matarás, não mentirás, não cobiçarás etc. Nesses casos, não há necessidade de orar para descobrir o que fazer, essa vontade já está muito claramente exposta na Bíblia. O conflito aqui não é por não saber, mas por não querer (ou não ter forças suficientes para) fazer.

Vontade Específica: Essa é aquela que cantamos, de que “Deus tem um plano pra cada criatura”. O que quero deixar claro aqui é que essa terceira definição teológica da vontade de Deus simplesmente não existe. Vontade específica de Deus não existe!

Quem pensa contrário a isso, tem então que acreditar em destino, horóscopo etc, jogar no lixo a ideia de livre arbítrio e viver somente para realizar o que já foi predito. Não existe, por exemplo, um emprego que Deus tenha preparado para você. Ou uma pessoa específica com quem você deva casar. Não se ora a Deus pedindo que Ele revele essas coisas.

Busca-se a Deus para adquirir sabedoria, discernimento para, ao observar as opções, decidir por aquela que mais combine com sua personalidade, sem deixar de observar, contudo, se ela se encaixa dentro da vontade moral de Deus.

Para Kivitz, Deus cuida dos seus como um rei, um pastor e um pai: O rei estabelece o padrão moral e deixa que seus súditos tenham seus estilos de vida; o pastor estabelece os limites no horizonte onde suas ovelhas podem transitar e deixa que elas pastem a vontade; o pai pode até aconselhar, mais quem decide mesmo é o filho.

Temos assim liberdade de escolha, mas isso é bem mais difícil. O que a gente quer é que alguém nos diga “faça isso”, porque na hora em que der errado, a culpa é de quem nos falou pra fazer, mesmo que esse alguém seja Deus.

Por isso, Jesus não está pedindo pela vontade soberana de Deus – esta já se realizará. Ele também não está falando de vontade específica – isto seria como transformar todas as pessoas em robôs programados para obedecer. O que Ele está a pedir é que Deus implante entre nós o Seu Reino, onde todos são livres, mas estão sujeitos à Sua soberania, onde cada um escreva sua história mas que o faça sem ferir o caráter de Deus.

Cristo ora para que a sujeição do coração do homem seja voluntária. Seja qual for a história de alguém, que haja a escolha de adequar o seu coração, a sua vontade, dentro dos horizontes que agradem a Deus.

Concluindo, a vontade de Deus é a expressão do caráter de Deus. Quando compreendemos Sua proposta de Reino, onde todas as coisas são feitas de uma forma que Lhe agrade, somos impulsionados a adequar nosso coração à Sua vontade. Isto é, ao Seu padrão de vida, às Suas orientações morais.

O papel de Deus não é predestinar o nosso caminho, ele não decide qual será o nosso próximo passo, Ele nos concede liberdade para decidirmos o quê fazer, mas esclarece-nos, pela Sua Palavra, como devemos fazer. Quanto mais adequamos nosso coração ao coração de Deus, mais do caráter de Deus estará se formando em nós e menos dilemas morais enfrentaremos.

Continue escrevendo sua história, mas seja responsável, ore para adequar o seu coração ao de Deus. Só assim você sentirá o descanso de caminhar nos “pastos verdejantes” do Pastor Amado.

Leia também:
Nas Tuas mãos, minhas ansiedades

Mania Irritante

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 17 de maio de 2010 15:55

Eu odeio ter alguém dando pitaco enquanto eu tô trabalhando em alguma coisa.

Pode ser até um "defeito de fábrica" meu, mas me irrita profundamente ter que ficar explicando pro "pitaqueiro" que eu AINDA estou trabalhando. Se a coisa não tá pronta pra receber "auxílios técnicos", não adianta que eu não vou mudar meu projeto.

Agora, pior do que isso é quando alguém (leia-se: cliente) te dá a "liberdade" para usar a criatividade e, depois da coisa pronta, aparece com aquele famigerado "veja bem..."

Navegando por aí, encontrei um vídeo que retrata muito bem essas duas situações . Apesar do tom hilariante, situações como essa acontecem com uma frequencia que a gente nem imagina.



Em momentos como esse, eu sou obrigado a exercitar minha paciência pra não dizer umas poucas e boas.

Os Goonies e o E.C.Bahia

Postado por Vitor Sousa , sábado, 15 de maio de 2010 18:22

Faz tempo que eu não fico em casa num sábado a tarde. É bom ficar um pouco em casa (ainda mais quando se está convalescente de uma gripe forte).

Sem muito o que fazer, arrisquei-me a assistir TV... a TV aberta nos fins de semana é um lixo (só fins de semana? rs). Mas a sorte sorriu pra mim hoje. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos como se eu ganhasse na loteria.

Num só dia, tive a oportunidade de ver duas coisas que fizeram parte da minha infância.

Primeiro, logo que liguei a TV, zapeei (mania antiga) e reconheci as cenas inconfundíveis de Os Goonies no SBT. Cara, Os Goonies foi um dos poucos filmes que meu pai deixou que eu dormisse mais tarde pra assistir. Marcou demais minha infância de "menino maluquinho". Sorte demais! Mas o melhor estava por vir.

Quando o filme terminou, tornei a zapear e caí no jogo do "mô Baêa". Não é que tenha tanto tempo sem ver um jogo do meu time. Mas o jogo de hoje (2 a 1, de virada) me fez lembrar do magnífico "BA-VI" de 1994 onde, depois que toda a torcida já tinha perdido as esperanças, o Tricolor de Aço levou a taça do campeonato pra casa com o gol de Raudinei, aos 43 minutos do 2º tempo.

Que sábado maravilhoso pra ver televisão!

Por motivos de força maior...

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 14 de maio de 2010 14:32

Hoje eu tinha progamado dois posts bem legais pra "fechar" a semana. Como "nem tudo é como a gente quer", acordei um tanto febril, e a bagaça só fez piorar.

Só agora tive ânimo pra levantar do sofá e pegar o computador, mas não tenho nenhuma vontade de escrever.

Mas ainda há uma esperança. A semana só termina amanhã. Espero mesmo que esteja melhor.

A VILA - Um lugar sem dor

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 10 de maio de 2010 16:55

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor.” (Ap. 21.4)
Quando idealizei esta série de vídeo reflexões, muito empolgado com a ideia, tentei listar mentalmente alguns filmes que poderiam servir de “solo fértil” para meus textos. Não foram necessários muitos milionésimos de segundos para que A Vila (de M. Night Shyamalan, 2004) estivesse no topo da lista. Por certo, o fato de ser esse um dos meus filmes prediletos influenciou a escolha. Contudo, mais do que isso, pesou sobre a decisão o fato d’A Vila ser um daqueles filmes que, ao final, faz a mente do espectador mais atento fervilhar de ideias.

Assim, não acreditando que esse texto seja capaz de esgotar todas as possibilidades reflexivas que o filme oferece, focarei apenas um dos muitos aspectos que me chamam atenção na película.

Antes de prosseguir, devo advertir que, em todos os textos que escreverei, partirei do pressuposto de que todos JÁ ASSISTIRAM ao filme. Se este não for o seu caso, recomendo que PARE DE LER AGORA, ASSISTA O FILME e, só então, RETOME A LEITURA.

Passemos então ao filme. No início da história somos apresentados a uma simpática e bucólica vila do século XIX. Apesar do ambiente de paz reinante, a presença de assustadoras criaturas habitando a floresta vizinha à vila assombra os moradores desta. Um acordo, firmado há muitos anos, entre as criaturas e os moradores mais antigos (chamados de Anciões) é a garantia de uma convivência sem ataques... desde que se respeitem algumas regras; dentre elas, os moradores da vila não podem, em hipótese alguma, ultrapassar os limites da floresta.

A trama, por si, seria mais que suficiente para qualquer filme de suspense. Contudo, o trunfo da fita é sua reviravolta final: a vila, as criaturas e, principalmente, as regras são os frutos enganosos de um acordo secreto dos Anciões. Estes, carregando em comum histórias onde a violência ceifou-lhes entes queridos e querendo “um mundo melhor” para seus descendentes, decidiram isolar-se do mundo atual num lugar onde a dor não mais pudesse alcançá-los. Para tanto, criaram a bucólica vila e, para manter suas crianças longe do perigoso mundo, inventaram os monstros e regras que os aprisionavam ao lugar.

Desnecessário é dizer que o sonho dos Anciões, de manter afastada a dor, não subsistiu por muito tempo. Logo nas primeiras cenas do filme, presenciamos a dor de um pai ao enterrar seu jovem filho acometido de uma doença fatal. A doença seria evitada se eles tivessem quebrado as próprias regras para, atravessando a floresta, encontrarem facilmente os medicamentos na cidade grande. Assim, todos experimentaram, também na vila, suas próprias dores.

O curioso é perceber como nós também somos impelidos a criar nossas próprias “vilas”. Estes “lugares imaginários” nos dão a falsa idéia de, por sermos cristãos, estarmos a salvo dos contratempos da vida. Acreditamos que todo tipo de dor permanecerá distante de nossas caminhadas. Esta perigosa distorção da realidade faz com que, de um modo geral, quando chega a dor, muitos revoltem-se e blasfemem contra o próprio Deus.

O convite de Cristo é que, em meio às muitas aflições do mundo em que vivemos, sejamos capazes de experimentar “...a paz de Deus, que excede todo entendimento...” (Fp. 4.7), uma paz que não está condicionada às circunstâncias desta vida... uma paz que nasce da certeza de que ele venceu o mundo (Jo. 16.33), e que nos “...enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem luto, nem dor...” (Ap. 21.4), porque habitaremos para sempre com Ele... e com certeza não será numa vila.

Animal

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 5 de maio de 2010 16:32

Faz uns 15 dias que assisti "Onde Vivem os Monstros" (falarei dele futuramente) e fiquei impressionado com o trabalho da artista Karen O, que compôs a trilha sonora do filme. As músicas funcionam em perfeita harmonia com o clima do longa e os sentimentos do personagem principal.

A faixa "Animal" é um excelente exemplo desse primoroso trabalho.

Nas Tuas mãos, minhas ansiedades

Postado por Vitor Sousa 15:21

(Texto inspirado em Mateus 6.25-34)

O mundo pós-moderno nos impõe um turbilhão de exigências em todas as áreas da vida. Família, estudos, namoro, carreira profissional... tudo exige nossa decisão! Naturalmente, começam a surgir questionamentos, incertezas, dúvidas... “Será que vai dar certo?”.

São desses momentos de incertezas que nascem as ansiedades. Na definição do Aurélio, ansiedade é o “estado emocional angustiante... em que se preveem situações desagradáveis, reais ou não”. Por, obviamente, não conhecermos o que o futuro nos reserva, damos asas à nossa imaginação e passamos a especular como as coisas se desenrolarão. Daí nos deparamos com as possibilidades desagradáveis. Tal exercício imaginativo gera, em nós, uma angústia tão profunda que termina por desencadear uma série de outros “sintomas” maléficos até mesmo à nossa saúde física.

Esse, sem dúvida, é o passo que está destinado à nossa geração. Quer um exemplo? Uma pesquisa divulgada em janeiro desse ano “indicou que cinco vezes mais estudantes americanos sofrem ansiedade e outras desordens mentais na comparação com jovens de mesma idade do final da década de 1930”. Acredito que esse resultado possa ser aplicado facilmente a outras partes do mundo moderno. A verdade é que nunca fomos tão ansiosos!

Ainda assim, este não é um mal apenas da nossa sociedade. Há quase 2000 anos, a ansiedade já atormentava a vida dos contemporâneos de Jesus. Seus conselhos ao seu povo já propunha caminhos diferentes dos que estamos destinados.

Cristo demonstrou a inutilidade da ansiedade diante daquilo que é fugaz e apontou uma causa muito maior – o Reino de Deus – pela qual devemos preocupar-nos. Observando Seus ensinamentos sobre este assunto, destacamos três bons motivos para lançarmos sobre Ele toda nossa ansiedade.

Primeiro, precisamos compreender que a ansiedade é desnecessária e inútil, porque, por mais que tentemos controlar os acontecimentos, nós não temos poder para mudarmos o que há de vir. “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.27).
Segundo, quando agimos pelos impulsos da ansiedade abandonamos a certeza do cuidado de Deus por nós. Até o poeta popular aprendeu a lição dos “Três Passarinhos” que, “cantando doces canções de melodias puras e verdadeiras”, anunciam: “não se preocupem!”. O cuidado do Pai Celestial se pode ver através das coisas criadas... “não valeis vós muito mais do que as aves?” (v.26).

Por último, aos olhos de Cristo, algo maior deve ser alvo de nossas inquietações: o Reino de Deus. Quando nos ocupamos com a causa do Reino que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rom. 14.17), experimentamos um descanso que nasce da certeza de estarmos trabalhando em parceria com Aquele que pode todas as coisas.

Depositar nossas ansiedades nas mãos de Deus é ter a certeza de que Ele nos concederá, por sua graça, “muito mais do que pedimos ou desejamos”, e usará os nossos esforços para abençoar a vida de outros da mesma forma. Nosso desafio é, desde já, preocuparmo-nos com o Reino e sua justiça, para, gradualmente, experimentarmos o Céu na terra.

Trapalhada Disney

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 3 de maio de 2010 16:29

Salvador é mesmo uma cidade sem igual. Raramente se vê por aqui algum evento que não tenha ligações com o "círculo axézístico" que reina e domina por estas bandas. Aí aparece uma boa alma que tenta libertar o povo das mesmices, então Salvador encontra um jeito de sabotar todos os palnos.

Eu sempre fico espantado (às vezes medo, às vezes surpresa) quando fico sabendo que atrações internacionais desembarcarão por aqui. Com a Parada Disney não foi diferente. Achei a ideia legal. Desconfiei da falta de divulgação. Confesso que meu pior medo era somente fantasias mal-acabadas.

Mas Salvador é mais implacável do que eu imaginava. Aquilo que deveria ser, nas palavras do prefeito da cidade, "uma oportunidade para as famílias que não podem viajar para a Flórida, nos Estados Unidos, assistirem gratuitamente ao desfile" se transformou num caos generalizado.

Cinco horas de engarrafamento foi a forma que os "anti-corpos" de Salvador encontraram para mostrar sua insatisfação com o evento.

Teve gente que não conseguiu chegar. Teve gente andou, mas quando lá chegou, a "parada" já tinha acabado. Teve gente que chegou mas não conseguiu voltar pra casa antes das 15h. Mas o destaque mesmo, segundo o comunicador Mário Kertzs, foram os Patetas que tiveram a coragem de pagar R$ 50,00 pra subir numa laje "e ver a banda passar"...

Até a Minie já sabia que ia dar merda!
(A imagens que ilustram o post são do artista Jeff Gillete, que mesclou o universo Disney às favelas cariocas. No site ufunk.net tem mais. O link eu vi no twitter de Pablo Villaça.)

Vamos ver no que vai dar...

Postado por Vitor Sousa , sábado, 1 de maio de 2010 00:33

Pra começar, obrigado a todos que prestigiaram a gênese do "eu também vejo", especialmente aqueles que me incentivaram com seus preciosos comentários (aqui, no e-mail, por telefone ou pessoalmente). Graças a vocês, esse blog já bateu todos os meus recordes! rs rs! Verdade! Nem se juntasse os outros dois que tive não chegava à quantidade de acessos que tive aqui!

Sinto que esses primeiros posts vão ser mesmo pra definir algumas coisas. Tipo, eu tô "pegando as manhas". Por exemplo, ainda não decidi se respondo cada comentário ou se deixo o espaço só pra vocês. Independente disso, esse post responderá os comentários dos meus amigos Tom Figueiredo e Francisco Clenilton (na verdade, o assunto já tava na minha programação).

Então vamos lá. Qual a razão do título "eu também vejo"?

Sem muita enrolação. Eu parti do seguinte princípio: "A internet já tá aí cheia de blogs, pra quê eu vou fazer mais um? Já tem tanta gente comentando o que viu, ouviu, leu, falou, fez ou deixou de fazer. Mas quer saber... eu também vejo". E vai ser assim: independente do quanto o assunto seja "batido", se despertar o meu olhar, eu mostro aqui. E isso que é o bacana pra mim. Poder compartilhar minha visão das coisas, que não é melhor ou pior que a de ninguém, mas é minha.

Mas o melhor de tudo nessa história é saber que estarei acompanhado de muita gente boa querendo ver no que vai dar.

Quem viver, verá.