Away in a Manger - Canções de Natal - 6 de 30

Postado por Vitor Sousa , domingo, 2 de dezembro de 2012 03:59

Outra antiga canção de Natal, Away in a Manger chegou a ser creditada por um tempo como uma composição do reformador Martinho Lutero, mas essa hipótese foi descartada com o tempo. A letra ressalta a humilde condição em que o Cristo vem ao mundo. O Deus-conosco, sem quem “nada do que foi feito se fez” e a quem “pertencem todas as coisas no céu e na terra”, foi acolhido num berço de palhas, “sem ter nada seu”.

O texto bíblico registra que os pais de Jesus até tentaram encontrar melhores condições para o nascimento de seu bebê, mas as hospedarias da cidade de Belém estavam lotadas devido ao recenciamento promovido pelo então imperador.

Hoje, os cenários desse humilde nascimento são reproduzidos em meio aos luxuosos presépios nos shoppings do mundo inteiro. Fico a imaginar aquela família novamente a peregrinar em busca de local para o nascimento de Jesus, e me pergunto se qualquer desses presépios seriam hoje lugares ideais para abrigar todo o despojamento daquele que encontrou, apenas na humildade, espaço para vir ao mundo.

We Three Kings (Canções de Natal - 5 de 30)

Postado por Vitor Sousa , sábado, 1 de dezembro de 2012 01:55

A música do reverendo John Henry Hopkins Jr, da Igreja Episcopal, embora figure há mais de 100 anos entre as canções natalinas, não está no “primeiro escalão” desse time. Entretanto, é uma das minhas preferidas. Em verdade, a primeira vez que a conheci foi nesta versão do grupo vocal The Swingle Singers. E me encantei “de cara”. Composta em 1857, We Trhee Kings foi a canção vencedora dum concurso de músicas de Natal promovido por um seminário teológico em Nova York. A letra canta da admiração dos reis magos do oriente pela estrela guia e refere-se aos presentes ofertados, em sinal de adoração, ao Cristo recém-nascido em Belém.

Como se sabe, a tradição histórica cristã versa sobre três reis magos, sábios do oriente que, lendo as profecias, viajaram intentando presentear o grande Rei que nasceria na antiga Cidade de Davi, em Israel. Ouro, incenso e mirra foram as especiarias ofertas pelos viajantes. Daí vem, dizem, o costume da troca de presentes que ainda hoje fazemos no período da festa natalina.

O curioso é que o relato bíblico da natividade não estipula a quantidade de reis que visitam o menino. O texto faz referência apenas a três PRESENTES, mas não necessariamente quer dizer que fossem três reis. Poderiam ser dois. Poderiam ser mil. O certo é que eram três presente.

Particularmente, gosto dessa ideia. Para mim, soa bem mais interessante. Porque, normalmente, a gente costuma pensar: “pô, olha que presentáço cada rei levou!!!! Só coisa cara, mermão!”. Mas, me diga aí: você já foi a um aniversário em que ficou na dúvida do que levar porque a pessoa “já tinha de tudo”? Imagine aí se, no caso, o homenageado fosse o Rei dos reis, o Rei do Universo? No meu imaginário, TODOS os reis do oriente se viram nessa situação e tiveram que fazer uma “vaquinha” para ver se conseguiam comprar, pelo menos, umas três “lembrancinhas” para o menino Jesus. Esse sim, já chegou ao mundo trazendo Graça Divinal -  um presentão para toda a humanidade.

Canções de Natal - 4 de 30 - Noite de Paz

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 30 de novembro de 2012 02:17

Toda gestação é promessa e esperança de nova vida. Vida que está para além da criança que é gerada no ventre da mãe. Porque, não importam quão caóticas sejam as realidades e as circunstâncias que cerquem a chegada de um bebê, tudo muda quando o choro infante corta o ar tal qual sagrado canto que poucos têm o privilégio de ouvir.

E foi ali, naquela noite, que Belém - favela do mundo -, diante dos olhos de um carpinteiro e de uma jovem mãe, conheceu a paz do Menino-Deus. Pela primeira vez, anunciavam-se a redenção de todos e a reconciliação de todas as coisas. Ali já não importava mais a pobreza dos pais. Ali já não importavam mais as desconfianças em torno da sua concepção e gestação. E nem o subjugo romano. E nem o domínio do pecado. Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. E todo caos silenciou enquanto Deus-conosco saciava sua fome de humanidade.

Sei da importância do sagrado memorial de pão e vinho, corpo e sangue, que compartilhamos em comunhão. Da morte redentora que anunciamos até que Ele venha. Mas quando vejo a vida gestada nas moças é que me lembro do evangelho do Menino-Rei-de-Paz.

Esperança e promessa. É tudo o que vejo no ventre de quem carrega um bebê. Promessa de que aquilo que um dia foi “noite de amor”, noutro tempo será “noite de paz”. Esperança de que essa paz se perpetue vencendo todo caos.

Canções de Natal - 3 de 30 - Boas Festas

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 29 de novembro de 2012 01:08

A tradição das canções natalinas sempre se mostrou como um espaço frutífero para a reflexão sobre o sentido dessa tão importante data no calendário cristão. Assim, a coisa mais comum nesse universo tão específico é encontrar letras que procuram, justamente, lembrar que por trás da celebração existem inúmeras questões que não caberiam nessa humilde postagem. Mas o certo que é, via de regra, as canções mais reflexivas são aquelas de melodias mais lentas, mais introspectivas. (Aqui eu devo acrescentar que esta é a opinião de um leigo, com o mínimo conhecimento da teoria musical).

O que me chama a atenção na música de hoje é a maneira escolhida por Assis Valente para inverter essa lógica. Confesso que só consegui perceber a melancolia que essa “Boas Festas” esconde em sua letra quase ao final da adolescência. Tudo bem que eu seja meio tapado, mas você há de concordar que a melancolia é muito bem disfarçada pela melodia feliz criada por Valente. E se você ouviu dezenas de vezes aquele disco do harpista desconhecido então, nem se fala!

O certo é que, de lá pra cá, não tem nenhuma música de Natal que melhor traduza para mim a realidade do nosso país: um povo que, logo cedo, se acostuma com a verdade de que “Papai não vem” e que, ainda que a felicidade “fosse uma brincadeira de papel”, a sacola do bom velhinho não conta com esse item.

Canções de Natal - 2 de 30 - Nas Estrelas

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 28 de novembro de 2012 00:44

Tem gente que simplesmente não gosta do Natal. E nem imagine que seja o caso de gente “do mal”, deprimida ou desiludida com a vida e humanidade. É gente boa, gente bem resolvida. Para esses, as festas típicas do fim do ano poderiam ser facilmente retiradas do calendário. Pensando sobre isso, consegui separar os argumentos dos descontentes com os festejos natalinos em duas correntes paralelas de pensamento.

De um lado temos aqueles que criticam não apenas o lado capitalista da festa, essa coisa da corrida desenfreada pelos presentes, mas também os falsos sentimentos que as pessoas se vêm obrigadas a expressar nessa época. Você pode ser infeliz o ano inteiro, mas não no Natal. Pra falar melhor, EU posso te fazer infeliz o ano inteiro, mas não no Natal. A verdade é que, os que assim pensam, cansaram mesmo foi da falsidade de ter que viver em APENAS um dia aquilo que deveria ser experimentado ao longo do ano inteiro.

Do outro lado temos a turma que advoga outro tipo de falsidade. É que, para esses, toda essa festa que se comemora a cada 25 de dezembro tinha como alvo outro aniversariante. Ao que tudo indica, Jesus nasceu em março. E pra piorar, quem sabia o dia exato não fez questão de registrar em documento. E pra piorar mais ainda, Jesus nunca pediu aos seus discípulos para comemorarem seu aniversário. Se essa prática só tomou corpo uns três séculos depois da morte de Cristo e dos seus primeiros seguidores, porque que a gente insiste em perpetuar esse costume?

Devo dizer que me sinto muito à vontade de falar dessas linhas de pensamento. Em determinados momentos da vida, já usei de ambas como bandeira. Mas, curiosamente, nunca desgostei do Natal. E eu acredito que um dos motivos paa isso tenha sido compreender o seu real sentido.

Para mim, o Natal é Cristo. Ponto.

Sei que Ele não nasceu em 25 de dezembro, mas o importante é que nasceu pra mim quando compreendi a singeleza revolucionária de sua mensagem.

E essa mensagem, realmente, só faz diferença se for vivida todos os dias. Mas se tem gente que, aos troncos e barrancos, só consegue vivê-la nos últimos dias do ano, que seja. Para mim já tá valendo.

Canções de Natal - 1 de 30 - Papai Noel "Velho Batuta"

Postado por Vitor Sousa , terça-feira, 27 de novembro de 2012 00:22

Houve um tempo em que o universo das músicas natalinas, para mim, resumia-se naquele manjado disco com horrendos arranjos executados por um harpista desconhecido. Se você visitou algum shopping center nos últimos dias, deve saber exatamente do que eu estou falando. Parece que os lojistas acreditam piamente que o tal “Espírito do Natal” é essa entidade que só se evoca quando esses acordes preenchem o ambiente. Meu imaginário, então, ficou marcado por essa junção da música com o comércio. Toca a música, eu lembro das lojas, que, por sua vez, me lembram que terei que gastar dinheiro com presentes. Simples assim.

Talvez por isso eu tenha cultivado, por muito tempo, certa aversão às músicas natalinas. Até o dia em que um amigo me entregou um pequeno “kit de iniciação” com uns ou quatro três álbuns natalinos. Eram as mesmas músicas de sempre, SÓ QUE NÃO as mesmas músicas de sempre. Sabe quando você se sente feliz por não estar certo sobre alguma coisa? Foi exatamente assim. De avesso, tornei-me apaixonado por essas canções temáticas. É fácil encontrar no meu player, em qualquer época do ano, pelo menos uma dúzia delas.

E quando eu me apaixono por uma coisa, é fogo: viro garoto propaganda, sabe?! Mas como falar de uma coisa que você gosta sem ser chato? Como tentar conseguir adeptos para determinado gosto sem se tornar uma espécie de “Testemunha de Jeová”?

Daí que me veio essa ideia dessa série postagens com músicas de temática natalina. Até o dia 25 de dezembro de 2012, todos os dias postarei uma música.

E para provar que você deve esquecer de uma vez por todas aquela maldita harpa, a primeira música da série é um punk rock ácido da banda Garotos Podres! Depois de ouvir, espero que você enterre o “Espírito do Natal” que o comércio, ano após ano, insiste em manter vivo.


Mascote para o site Neurocirurgia BR

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 28 de novembro de 2011 23:27

Faço uma breve interrupção na produção de textos do site para registrar que, neste dia 28 de novembro de 2011, criei um mascote para o site www.neurocirurgiabr.com, do meu amigo Julio Barbosa. Só mesmo um amigo pra me fazer "desenferrujar" a mão e voltar a desenhar!

Ficou bonito??